segunda-feira, 26 de setembro de 2016
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
E quando chega essa hora eu queria te dizer muitas e tantas coisas. Quando chega essa hora, quando a noite cai, quando as primeiras estrelas surgem no céu, tudo dói. E não é uma dor bonita (aliás, existe alguma dor que seja bonita?) é uma dor que faz eu questionar tudo e todos, até a minha própria existência. É nessas horas que a minha ficha cai, diariamente, que não te tenho mais comigo. Que fui obrigada, por uma força interna, a excluir o seu número e qualquer outra coisa que nos mantinha ligados. É nessas horas que o meu corpo pesa e a minha mente fica vazia. Não consigo pensar em nada, não consigo gostar de nada. É sufocante. Triste. Quase desanimador. Desesperador. Eu sinto sua falta, mas não posso fazer nada a respeito, não posso te implorar para que sinta minha falta também, porque você não sente. Você nunca sentiu, a minha ausência nunca te preocupou, você nunca quis saber se minhas idas eram permanentes. Porque dessa vez é. Dói. Sufoca. Sangra, machuca e ainda não cicatrizou. Mas eu fui embora. E é de verdade. Eu preciso esquecer o caminho de voltar até você.
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